Cobertor

Cobertor. Acho que ainda não falei sobre esta lã como deve ser. É grossa e pica, muito mais do que a Mirandesa – com esta até consigo fazer crochet, mas com a Cobertor não. A Rosa Pomar, que criou esta marca da lã, conta-nos que a lã Cobertor é que se usa para fazer as mantas de papa. Será que há quem se lembre dessas mantas?
Eu lembro-me das mantas amareladas que a minha avó (da serra do Açor) tinha, pesadas como tudo e peludas peludas. Perguntava-me muitas vezes para que raio eram aquelas mantas. Não era só o peso, era a textura. Não tinham nada a ver com as mantas limpas, higiénicas, estéreis, enfim, da vida da urbe. Ainda lá andarão duas ou três dessas, no meio das tralhas do sótão que sobreviveram às limpezas de quem queria limpar a casa. Em que estado? Não sei.
Por isso, a paleta de cores da Cobertor é-me especialmente querida. Não se restringe àquela cor e tem a minha favorita de todos os tempos: cenoura! Com o nome próprio e tudo. ❤
Este meu primeiro novelo, o meu private one, está a casar com a lã de arraiolos numa experiência de crochet. Só para nos irmos conhecendo. Mas já ando a imaginar uma coisa mais composta, só de Cobertor.

(Ah, e prometo não mudar muito mais vezes o Tema aqui do blogue.)

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