a loucura das cores Noro e seis dicas | crazy Noro colours and six tips

  • “As lãs Noro são conhecidas internacionalmente pelas suas cores e texturas únicas, obtidas através de processos artesanais de selecção, tintura e fiação.” Assim se pode ler na descrição detalhada de todos os novelos desta marca, no sítio em linha da portuguesa Retrosaria.
  • “Noro yarns seek to harmonize natural unevenness, asymmetric patterns and complex color to portray the beauty of nature. Noro garments are art!” Assim se pode ler na página do Facebook da Noro Yarns.
  • “As únicas lãs não portuguesas que me tiram do sério.” Isto sou eu mesma que digo.

Há vários anos que fiquei enfeitiçada pelas cores Noro. As texturas vieram, claro, depois, quando pude comprar alguns novelos. Na verdade, são tantas as variedades de sequência de cores que é difícil escolher: se tivermos um projeto mais ou menos definido na nossa cabeça, já estamos encaminhadas, se andarmos à pura deriva, então a coisa complica-se drasticamente. Eu diria que uma oferta imaginária de um stock de, sei lá, 300 euros de fio para uma tricotadeira amadora como eu, uma oferta que tivesse como restrição única a escolha limitar-se à marca Noro, isso teria como consequência uma verdadeira dor de cabeça!
Vejamos. Se quisermos escolher por tipos de fio, temos algo como sessenta e qualquer coisa. Podem confirmá-lo na página do KnittingFever dedicada especificamente a esta marca. Na loja em linha da Retrosaria (acima referida), por exemplo, no momento em que escrevo este post, há 7 tipos de novelo Noro disponíveis. As diferenças entre os tipos de fio residem sobretudo na natureza da matéria-prima: lã, algodão, seda (sim, seda! fantástica seda!), mohair e/ou angorá. Alguns têm nylon/poliamida (dos quais tento sempre fugir), mas em geral são combinações realmente apelativas e no limiar do irresistível.
Outra forma de distinguir os tipos de Noro é a sua espessura, havendo desde fios muito finos (lace fingering), próprios para tricotar meias, até fios mais espesso (worsted, e.g.), excelentes para uma bela camisola de inverno, por exemplo. Desta maneira, já só teremos de escolher entre um menor número de sequência de cores dentro de um único tipo de novelo. Não deixa de ser duro, mas é um pouco mais simples. 😀
Ora ora. Como o meu objetivo não é vender-vos a Noro, mas partilhar o pouco que tenho experienciado e aprendido ao trabalhar com os fios desta marca, falemos brevemente dos tipos que já tive nas mãos em projetos passados e no que tive a sorte de concluir mais recentemente.

O meu primeiro novelo de Noro foi o Kureyon Sock (referência da cor S255). (Já não há este tipo de novelo.) Custou-me 11euros e trazia uma instrução em português para um par de meias de adulto! super clara e simples de seguir (mais um viva para a Retrosaria!) Porém, o fio era tão super fininho que, ao trabalhar com as agulhas de 3.50, parti logo uma! Enfim. Eram ainda os passos iniciais desta aventura nas malhas e, como é natural, o resultado final está longe de perfeito. (Lembro-me, por exemplo, de duvidar se seria possível passar a quase-meia pelo pé quando já ia o trabalho estava a chegar à parte do calcanhar…) Mas atenção: isso não me impediu de usufruir e de me maravilhar com o inesperado das cores. A isso habituei-me logo nesse primeiro novelo e mal podia esperar pelo repetir desse maravilhamento.

  • Dica Noro n.º 1: nunca desistas à primeira. É que há montes de novelos ainda mais lindos à tua espera e o resultado dos teus projetos só pode melhorar!

Segundo novelo Noro: Kureyon (cor #287) – 100% lã. Desta vez não foi só um, foram muuuitos! Fiz um gorro tipo gnomo da floresta para a minha miúda, um poncho semi-e um gorro improvisado para o mais velho e ainda sobrou um restinho para usar na malinha de segredos do (na altura) mais novo. Pormenor super hiper importante: esta lã resiste a tudo! As peças estão hoje como novas! A sério, vale mesmo a pena a escolha (e o preço!). 😉

  • Dica Noro n.º 2: não te assustes com o preço de uma lã de qualidade. As tuas mãos e os teus filhos merecem e poderes rever as tuas peças como novas passados anos é brutal!
  • Dica Noro n.º 3: combina as tuas Noro com outros fios de qualidade superior. Melhor que um fio Noro só mesmo a sua combinação com Albmerino ou Malabrigo!

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E depois? Bom, depois foi a vez do Silk Garden (cor #84). Lã, seda e mohair. Um dos fios mais macios e inebriantes que já toquei. Com ele fiz um cachecol um bocado desengonçado para uma amiga. Ficou assim.

  • Dica Noro n.º 4: arrisca projetos diferentes. Ter fio Noro dá-nos super poderes e faz-nos conseguir aprender/experimentar pontos novos!

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Com um restinho que sobrou fiz (inventei) uma pulseira para a minha mãe.

  • Dica Noro n.º 5: compra sempre pelo menos dois novelos de Noro. Os fios Noro são perfeitos para peças/mimos a oferecer a pessoas especiais. Quando não interessa a quantidade mas o amor. 😉

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Depois desta breve revisão dos projetos passados, as minhas mais recentes loucuras com as cores Noro. No verão de 2015 alucinei com o Noro Kibou #4 (algodão, seda e lã). Várias experiências tricotadas, incluindo um xaile que quase me convencia, diverti-me a fazer dois pares de punhos especialíssimos e ainda fiquei com um pequeno novelo para colares/pulseira. Do mesmo tipo, mas noutra cor, recebi um pequeno novelo que usei num cachecol luxuoso…

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colar-pulseira de lã-seda-algodão Noro Kibou

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punhos/perneiras de lã malabrigo (uruguai) e noro (japonesa)

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confortantes extra longos de lã noro (japonesa)

Finalmente, a derradeira aventura no mundo das cores Noro: Silk Garden cor #362.

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  • Dica Noro n.º 6: vive a experiência das cores Noro ao máximo. Vale a pena! Algumas sugestões: ensaia combinações loucas (como um par de luvas absolutamente desiguais), tira fotos até o cartão de memória ficar cheio, desfaz o novelo todo e espalha o fio ao longo da casa só para ver as cores a mudar, guarda todos os restinhos de pontas de fio com que trabalhaste ao longo dos anos e delicia-te a olhar para eles…

Será que as fotos permitem ver a incrível força das cores deste fio? Será que sou só eu que fico loucamente hipnotizada? E que é isto: são estas as lãs que me fazem quebrar o voto “só compro fios 100% portugueses”.

 

 

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